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domingo, 30 de setembro de 2018

Reflexões da Lucy - olhando de fora parece fácil!








Olá pessoal,

Decidi parar uns minutinhos dessa manhã nublada de domingo para expor algumas reflexões não somente minhas, mas do meu marido também. Aliás, não raro o tema faz parte do nosso café da manhã aqui em Araras, interior de São Paulo.

Eu dei um tempo de fazer Lives no Facebook falando de relacionamento - expatriação - repatriação porque no fim a pessoa ouve o que quer e assimila o que convém.

Sim! Depois que assumimos nossa postura como empresa - porque é o que somos - o pessoal que nos contatava para desabafar suas "histórias de amor virtual impossível ou possível com o turco - aşkım - amor-da-vida" passou a fazer uma abordagem meio diferente:
- entra em contato para perguntar sobre qualquer serviço que oferecemos ( curso, viagem, etc.) e vem com o jargão "já que eu estou falando com você deixa eu:"

- te perguntar uma coisa que não tem nada a ver com qualquer coisa que a gente faça mas que tem a ver com o relacionamento com o turco;
- dividir um segredo: o tal do turco virtual.

Sabemos que existem muitas pessoas vivendo relações virtuais não somente com turcos mas com outras nacionalidades e brasileiros também. Eu não condeno isso não. Mas um ponto em comum nos exemplos citados acima é o grau de angústia explícito no relato, tom de voz e até no rosto dessas pessoas.

E para coroar esse cenário há aquelas ( até hoje não recebemos contato masculino nesse contexto) que querem justificar a situação incerta-angustiante-motivo de chacota das amigas querendo comparar a minha relação com o Mustafa ( tipo, 7 anos de casamento REAL) com a história delas.

EU não tive namoro virtual com o Mustafa. A gente começou a namorar depois de uma semana de convivência como amigos. Mas volto a dizer: não condeno quem namora pela internet.

O preocupante é o sofrimento que muitas dessas pessoas estão trazendo para si!

Depressão, angústia, prejuízo financeiro ... isolamento. A lista de efeitos colaterais é longa quando essa relação virtual não dá sinais de que vá se concretizar.

Olhando de fora: fotos e juras de amor.
Mas olhando de perto: insegurança, ciúmes, medo, ansiedade, tristeza, preconceito.

E regue tudo isso com muito Google Tradutor.

Noites em claro, recusa aos convites dos amigos ... a vida passa e a pessoa lá na frente da telinha para falar com o aşkım. 

E daí temos muitas possibilidades:

- Isso se arrastar por anos a fio e a pessoa entrar num estado crônico de depressão, em diversos níveis;
- De repente a relação virtual acabar e a pessoa cair no abismo do vazio da alma;
- Os dois finalmente se encontrarem - seja no Brasil ou na Turquia.

E daí temos um outro capítulo dessa história: pode dar certo ou não.

E o que é dar certo? Quando acontece o casamento de brasileira com turco?

A verdadeira jornada se inicia depois do altar...


Sempre disse em minhas LIVES que casamento a gente faz dar certo todos os dias. Se já não é fácil entre dois brasileiros pense você entre duas pessoas de culturas muito diferentes e adicione uma pitada de desemprego.

Na maioria dos casos um dos dois se muda pro país do(a) amado(a) deixando tudo para trás, inclusive o emprego. Eu - como workaholic que sou - sofri muito até começar a ganhar meu dim dim em terras turcas. "Meu nome é TRABALHO e meu sobrenome é HORA EXTRA" sempre foi meu jargão pessoal. Meu marido não arrumou trabalho pra mim: através de networking que eu mesma fui à luta em desenvolver eu consegui montar 2 turmas de alunos de Português e houve mês que tirei 3 vezes o  salário do meu marido lá na Turquia. Tudo isso na base de noites de estudo e muita pesquisa na internet e conversar com muita gente, em turco lógico.

Mas eu sei que nem todo mundo tem esse espírito empreendedor e foca apenas em "encontrar uma empresa que me contrate", como se essa fosse a única forma de ganhar dinheiro através de trabalho honesto.

Morar fora ou receber o estrangeiro como cônjuge é algo que dá trabalho pra car*#$0} !, as coisas não se resolvem por si só e você tem que ir à luta. Às vezes até abrir uma conta no banco vira dor de cabeça ... acredite. O melhor a fazer é você obter informação sobre o procedimento antes de ir no lugar - no caso do exemplo, o banco - e orientar o gerente mostrando que você sabe o que está falando por A + B. Vivenciei muito isso aqui no Brasil com o Mustafa, e ele comigo lá na Turquia.

Mas o que eu mais vejo é gente buscando soluções em grupos do Facebook, obtem a resposta errada para seus problemas e/ou muitas vezes quer que outra pessoa o problema pra ela.

Tenha em mente que nada vai cair no seu colo, esteja você NA TURQUIA  ou ele NO BRASIL.



Um pouco da nossa história de EMPREENDEDORISMO

- que não foi nada fácil

Quando nos mudamos para o Brasil o meu maior medo era ficar sem trabalho - e meu marido também. Dois desempregados que iam começar a vida do zero no Brasil.
Mandei meu currículo pra tudo quanto é vaga e ... nenhum telefonema.
Então começamos a fazer artesanato - eu havia aprendido com meu pai e passei a fornecer as peças como Joia do Oriente, o logo e o cartão são arte minha:





Eu tinha que colocar todas as minhas habilidades para a nossa sobrevivência e tinha que treinar meu marido, ajudá-lo psicologicamente falando ( havíamos perdido tudo por causa do irmão dele) e reconstruir nossas vidas.

Pingentes para diversas ocasiões


Um certo dia meu pai - por conta de birra e uma discussão em família - resolve tirar todo o material de casa - e consequentemente nosso ganha-pão - mas eu não temi porque creio em Deus e que Ele sempre ampara quem é honesto e que nEle crê, e graças a Ele horas depois a Aline Oliveira fez uma propaganda nossa no canal que ela mantinha sobre Turquia e muitas pessoas entraram em contato com o Mustafa - que tinha um único aluno, que era o professor de Português dele.

E assim nascia o nosso negócio:

Hoje, quem vê muitas vezes acha que é fácil. Já tive aluno me ligando pra avisar do concorrente correndo atrás pra roubar o aluno e enviar um contrato e-x-a-t-a-m-e-n-t-e igual ao nosso. Copiar o modelo de negócio é fácil. Outra coisa é ter know-how.

Deus e meu marido são testemunhas de todos os detalhes dessa caminhada que é uma mistura de uma história de amor e empreendedorismo. Essa semana o cônsul da Turquia ligou aqui para saber quem éramos - acho que nossa presença na internet está forte, fruto de muita noite em claro e da confiança de nossos alunos e clientes, que são a razão de tudo isso.

Lembra-se que comecei esse textão falando da relação virtual e encerrei ele comentando da luta que é na vida real. E isso que eu nem coloquei um monte de detalhes aqui como saudades de casa, diferenças religiosas, desafios do idioma, etc.

Caso você tenha interesse em bater-papo e tirar suas dúvidas sobre turcos e Turquia, num atendimento particular temos o bônus de 2 horas de bate-papo para tirar dúvidas para todos os que adquirirem o Curso Turco Fácil Iniciante 1.

Como funciona?

SUPER BÔNUS

Aqueles que adquirirem o Curso Turco Fácil Iniciante 1 pelo valor de R$ 490,00 até 18/12/2018 terão o direito de 2 sessões de bate-papo ( 1 hora de duração cada sessão) com Luciane Köşlü. Na consultoria você poderá tirar dúvidas sobre cultura turca, namoro, vida na Turquia, diferença entre turcos e curdos, choque cultural de brasileiros que moram na Turquia ou turcos que moram no Brasil, etc. Na consultoria podemos dar direcionamento para encontrar as respostas que busca e que estejam fora da nossa área de atuação. ​

O Curso Turco Fácil Iniciante 1 pode ser parcelado em até 12 x de R$ 47,74 no cartão de crédito e o aluno acessa o curso numa plataforma, através do seu celular, tablet ou notebook.

Lembre-se: se a sua história de amor é séria mesmo, você deve aprender o idioma dele o quanto antes. Mas se vocês apenas estiverem brincando na internet esse curso não é pra você, não é mesmo?





Beijos e boa sorte para vocês dois.




 
Uma brasileira meio turca, um turco meio brasileiro. Essa é a nossa fórmula - ao menos deu certo pra gente ;)




terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Links de notícias sobre a Turquia - 26 de dezembro de 2017


Viaje para a Turquia com a companhia de Luciane Köşlü* !
Saiba como clicando AQUI


Notícias


Cresce pressão na Turquia por estilo de vida conservador

Decreto ligado à tentativa de golpe na Turquia gera polêmica

TRT Portuguese

Turquia: Purga faz mais vítimas

Governo da Turquia impões limites aos pedidos de visto para cidadãos dos EUA

Turquia: últimas notícias


Futebol

Com pouco espaço no Barcelona, Arda deve voltar a Turquia

Quaresma se despede do Beşiktaş?

Arruinado, Eboé foge da polícia: "nem tenho dinheiro para pagar advogado"



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sábado, 29 de outubro de 2016

A verdade é que ninguém tem obrigação de ajudar ninguém, as pessoas ajudam quando podem e quando querem

Bom dia,

Ontem por recomendação de uma amiga e aluna assisti o vídeo da Danny do Sobrevivendo na Turquia. Apesar de não ser o tipo de vídeo que curto e discordar de uma série de pontos, este último foi bem sensato pois tocou num assunto importante: sobre a obrigação das pessoas ajudarem outras que decidiram morar no exterior.

A Danny se encheu de ajudar os outros porque é como tentar secar gelo. Ela fala o que pensa, a pessoa fica p** com ela porque não era o que ela queria ouvir, faz tudo ao contrário depois fica enviando solicitações de amizade pra tudo quanto é brasileira que mora na Turquia, casada com turco, ou namorando, etc. A gente tem percebido algumas pessoas que nos contatam "interessadas" nas aulas de turco mas na verdade querendo "conselho", e a gente não têm se envolvido mais com as questões pessoais alheias. Damos aulas de turco e fazemos traduções.

Lógico que como seres viventes desse mundão e gregários por natureza nos ajudamos uns aos outros, na medida do possível também por uma questão de sobrevivência da espécie. Ou não.

Como Paulistana posso dizer que muitos dos que vivem aqui são isolados, apressados, e são poucos os que sabem até o nome da vizinha - eu mesma sou uma, fui bater na porta das moças que se mudaram recentemente para a casa 2, para saber se elas haviam recebido o leite do programa leve leite que eu havia recebido dos Correios. A moça falou que recebeu e ficou sem entender.

- Mas o seu nome não é Beatriz??? - perguntei.
- Não. Meu nome é Cleusa e o dela é Maria. - respondeu sorrindo.

Se por um lado os vizinhos não se conhecem pelo nome (em contrapartida o da casa 5 é camarada nosso) nas mídias sociais a coisa muda de figura: pelo fato de ser casada com um turco frequentemente pessoas sem uma amizade em comum me enviam solicitações de amizade seguidas de mensagens kilométricas contando a própria saga. Seja dentro de um namoro virtual, seja já vivendo na Turquia e comendo o pão que o diabo amassou - até hoje não recebi solicitação de amizade de uma desconhecida que estivesse bem resolvida.

E há as que "exigem que eu traduza somente aquele textuzinho" porque "eu tenho que entender que eles não falam a mesma língua" e quer o serviço gratuito, na faixa, sem pagar um tostão por se tratar de uma coisica de nada. Ou as que se oferecem a pagar uma fortuna e querem ser atendidas fora do nosso expediente.

Porque "eu sou brasileira casada com um turco e tenho que entender", certo?

Errado. Quando conheci o meu marido, na época amigo - e não namorado virtual - e ele me pediu em casamento eu não contatei brasileira nenhuma, quero dizer, apenas uma e uma única vez: lembro de ter trocado ideia com uma moça que havia postado no próprio blog sobre a papelada para o casamento, a Relva, de quem sou muito amiga até hoje, e só. Liguei para o consulado, liguei para o MRE, liguei para o cartório, revirei a internet até altas da madrugada ... e meu marido foi atrás de tradutor e do restante. Quando fui ao consulado pela segunda vez tive um atendimento péssimo por parte de uma brasileira (que nem trabalha mais lá hoje) e muito bem atendida pelo sr. Murat. Lidei com adversidades e não fiquei adicionando pessoas desconhecidas pedindo para me ajudarem porque afinal de contas sou brasileira e vocês tem que me ajudar!

Eu fui atrás.

Há as que perguntam querendo respostas que lhes adocem os ouvidos, e quando o contrário acontece ... te deletam te descartam te bloqueiam e saem falando mal de você. Você é ruim porque não fez o que ela quis.

Depois dos 18 anos de idade todo muito é responsável por se governar, e responsável pelas próprias decisões. Nesse ponto acho que a Danny demorou muito pra se encher, porque depois de tanto tempo ouvindo as mesmas perguntas quem não se enfadaria?

Trocar ideias pedir uma opinião é uma coisa. Perguntar onde tem leite condensado ou guaraná, saber se em Istambul neva e outras frivolidades não machuca ninguém. Outra é você se pendurar na garganta de alguém, a todo custo, para embarcar no seu sonho. As pessoas têm as próprias vidas, cheias de problemas e desafios também, acredite. Você não é a única com problemas não.

Seja responsável por suas escolhas. Arrumou um namorado turco e vocês não falam a mesma língua? Ou ele que aprenda a sua ou você aprenda a dele. Precisa de tradução? Não vá ficar se pendurando nas brasileiras que falam o idioma, isso é feio! Elas comeram o pão que o diabo amassou até poderem se comunicar e se defender em terras turcas, e outra: depois acontece uma treta e vocês acabam com a amizade e você vira assunto nas rodinhas de fofoca de brazucas (sim, isso existe sim!). Se você quer garantia de sigilo, pague por isso.



Não fique dependendo dos outros para se comunicar com seu namorado turco: aprenda turco o quanto antes!

Agende uma aula demonstrativa sem compromisso clicando AQUI


 Também fazemos tradução de mensagens, currículos, e-mails, conversas do messenger ... clique no item Tradução e saiba mais  AQUI!



Ah, e o consulado não faz tradução das mensagens que você troca com seu "Aşkım", consulado já tem um monte de coisa pra fazer e o seu namoro virtual pode ser prioridade pra você, mas pra eles não.

Comprou passagem só de ida? E se ele não aparecer, o que você vai fazer? Ligar para uma brasileira que você adicionou na internet com quem nem tem intimidade e pedir socorro pra ficar na casa dela? De novo você vai se colocar na dependência de uma pessoa estranha?

Planeje-se.


Só pra deixar bem claro: não quero dizer que ninguém deva contatar ninguém, grupos existem para isso para as pessoas trocarem ideias, experiências. Mas o que eu tenho visto é gente desconhecida tentando se aproximar e jogar o próprio abacaxi no colo alheio e pedir para que seja descascado. Para ilustrar: se você entra em contato com alguém que mora em Istambul, que nem tem intimidade com você e você pede dica de um hotel BBB numa área legal é uma coisa; outra é você pedir para a pessoa fazer a reserva nesse hotel para você e ainda por cima pedir para ela lhe buscar no aeroporto.

Beijo da Luci