Turquia abate avião militar da Síria
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/03/140323_turquia_siria_bg.shtml
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/03/turquia-derruba-aviao-militar-sirio-na-fronteira-diz-ong.html
Proibição do Twitter
http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2014/03/1430576-proibicao-ao-twitter-causa-batalha-tecnologica-na-turquia.shtml
Cicinho em alta na Turquia
http://www.otempo.com.br/superfc/em-alta-na-turquia-cicinho-diz-que-faria-tudo-diferente-no-atl%C3%A9tico-1.813501
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terça-feira, 25 de março de 2014
sexta-feira, 21 de março de 2014
Granola no mercado e ninguém me contou isso ?
Vi a propaganda por acidente - meu marido sempre grava seriados pra mim e eu sempre pulo os comerciais ...
Pena que o mercado está fechado, mas amanhã cedo vou correr lá pra conferir.
Segue o comercial:
* Pascal Nouma é ex-jogador de futebol do Beşiktaş, francês de origem mas turco de coração.
Pena que o mercado está fechado, mas amanhã cedo vou correr lá pra conferir.
Segue o comercial:
* Pascal Nouma é ex-jogador de futebol do Beşiktaş, francês de origem mas turco de coração.
Casamento sem noiva? Histórias fantásticas que escuto do povo daqui ...
Olá pessoal,
Parece mais história de filme, mas não é! Mas essa situação inusitada aconteceu no ano de 1984, aqui em İzmir.
E quem me relatou isso foi minha sogra, tendo como testemunha meu sogro e meu marido. E ainda disse que se eu não acreditasse, ainda me apresentaria mais testemunhas.
Sim, a noiva não apareceu no próprio casamento.
Minha sogra havia "arranjado" os dois: naqueles tempos não existia isso de "namoro", pra "se conhecer" ... esqueça tudo isso. As pessoas atingiam uma certa idade dae a própria família quem se encarregava de arrumar um pretendente, acertar tudo e depois se preparavam pro noivado e, tempos depois, casamento.
E foi nessas que minha sogra apresentou o primo do meu sogro pra uma amiga, que era de família abastada - assim como o primo em questão, que recebera educação da melhor maneira possível. A família mandou Murat* para estudar técnicas de fabricação de couro na Itália, para depois tocar os negócios da família.
Tudo ia bem, como num conto de fadas, exceto por uma criatura: a sogra.
SIM, A SOGRA PÔS TUDO A PERDER ...
A cascavel, surucucu, caninana e todos os adjetivos ofídicos é pouco pra essa criatura, que se metia na vida da moça num grau sem limites.
"- Como toda sogra, né Luci ?"
Bem, mas essa era demais...
Decidiu a organização da festa de noivado toda, todinha (normalmente o lado da noiva quem se encarrega disso, de acordo com a tradição local). A noiva não deu palpite nem nas flores da decoração. NADA.
E o noivo não ficava atrás não nas derrapadas: na festa de noivado ele vez ou outra ele se sentava a mesa de alguns convidados e colocava os pés na mesa:
Parece mais história de filme, mas não é! Mas essa situação inusitada aconteceu no ano de 1984, aqui em İzmir.
E quem me relatou isso foi minha sogra, tendo como testemunha meu sogro e meu marido. E ainda disse que se eu não acreditasse, ainda me apresentaria mais testemunhas.
Sim, a noiva não apareceu no próprio casamento.
Minha sogra havia "arranjado" os dois: naqueles tempos não existia isso de "namoro", pra "se conhecer" ... esqueça tudo isso. As pessoas atingiam uma certa idade dae a própria família quem se encarregava de arrumar um pretendente, acertar tudo e depois se preparavam pro noivado e, tempos depois, casamento.
E foi nessas que minha sogra apresentou o primo do meu sogro pra uma amiga, que era de família abastada - assim como o primo em questão, que recebera educação da melhor maneira possível. A família mandou Murat* para estudar técnicas de fabricação de couro na Itália, para depois tocar os negócios da família.
Tudo ia bem, como num conto de fadas, exceto por uma criatura: a sogra.
SIM, A SOGRA PÔS TUDO A PERDER ...
A cascavel, surucucu, caninana e todos os adjetivos ofídicos é pouco pra essa criatura, que se metia na vida da moça num grau sem limites.
"- Como toda sogra, né Luci ?"
Bem, mas essa era demais...
Decidiu a organização da festa de noivado toda, todinha (normalmente o lado da noiva quem se encarrega disso, de acordo com a tradição local). A noiva não deu palpite nem nas flores da decoração. NADA.
E o noivo não ficava atrás não nas derrapadas: na festa de noivado ele vez ou outra ele se sentava a mesa de alguns convidados e colocava os pés na mesa:
Pros costumes da época, pra aquela gente de tão fino trato, isso era inaceitável.
Assim. E a coisa toda foi indo ... entre o noivado até a data do casamento se passaram 4 meses. No dia D, aquela correria toda, a família da noiva pede pro noivo passar na loja e pegar o vestido DELA (ele morava bem mais perto da loja do que a noiva). E a resposta veio dele mesmo:
- Isso é tarefa pra família da noiva. A família da noiva que pegue!
O pai da noiva deu um jeito e foi até lá, com o futuro genro atravessado na garganta. "-O que custava ele ter feito aquele favor?"
Horas mais tarde, o noivo aparece na casa da noiva, trajando jeans escuro e camisa.
- Por que você não se arrumou ainda ? - perguntou a noiva.
- Ah, mas eu vou casar assim, qual o problema? (e, pelos relatos dos meus sogros isso de fato aconteceu)
A noiva e a sua família se entreolharam. Nisso o rapaz saiu e a noiva ligou pra minha sogra, aos prantos. Disse que estava vendo muita coisa errada antes mesmo de se casarem e que só podia esperar pelo pior depois de assinarem os papéis.
Minha sogra tentou acalmá-la, falando que ele estava agindo daquele jeito por estar nervoso com o casamento. E desligaram.
Então meus sogros se arrumaram, pegaram meu cunhado na rodoviária (ele estava fazendo faculdade em outra cidade) e se foram. O meu sogro seria a testemunha do casamento ...
Nesse interim, o pai da noiva, diante de tantas coisas que se passaram disse pra filha:
- Você não precisa ir nesse casamento se não quiser.
Minha sogra me contou que ficaram horas esperando pela noiva ... HORAS! Até as pessoas se darem conta que a noiva não viria custou ... era fantástico demais para ser verdade.
Da parte da noiva, apenas a família próxima composta dos pais e irmãos não compareceram. Os demais parentes da parte dela estavam no local - não existia celular naqueles tempos ...
Por se tratar de casamento de gente da alta sociedade, falamos de quase 300 convidados que ficaram a ver navios.
Tentaram ligar na casa dela, mas ninguém estava lá. Chegaram a bater lá na casa da família da noiva, mas eles haviam viajado para um retiro em família pra se recuperar de tamanha situação.
A sogra (não a minha, a que seria dela) ligou para minha sogra, choramingando, resmungando por diversas vezes. Se lamentava pois dizia "gostar muito da moça e a tinha como filha".
Típico das sogras das bandas de cá...
Bem, o nome do noivo é fictício. Anos depois eles se casaram - com pessoas diferentes, não entre si - e ele sofreu um acidente de carro, onde veio a falecer. A noiva ainda vive, mas minha sogra não tem mais contato com ela - bem, acho que depois disso tudo, nem teve mais cara né ...
Corre, noiva, corre!
O Feriado do Nevruz - Início da Primavera pros lados de cá
Hoje abri meu facebook (espero que este também não tenha o acesso bloqueado) e me deparei com um "Feliz Nevruz". Ano passado assisti a uma palestra sobre o assunto na Universidade onde fiz meu curso de turco, e confesso que entendi o que disseram mas não entendi o sentido das comemorações.
Resumidamente achei que fosse somente uma espécie de Festival da Primavera. Mas o Nevruz é uma tradição milenar, como veremos a seguir:
Resumidamente achei que fosse somente uma espécie de Festival da Primavera. Mas o Nevruz é uma tradição milenar, como veremos a seguir:
E você que achou que era só no São João que se pulava fogueira, né?
Em português o feriado é conhecido como Noruz, é uma festa tradicional da Ásia Central que celebra o Ano Novo do calendário persa (primeiro dia da primavera). O Noruz é comemorado por algumas comunidades no dia 21 de março, e por outras, no dia do equinócio de primavera - que pode acontecer no dia 20, 21 ou 22 de março. É celebrado há pelo menos 3.000 anos e está profundamente enraizado nos rituais e nas tradições do Zoroastrismo. As mais antigas referências ao Noruz remontam à época parto-arsácida (247 a.C. - 224 d.C.). Há referências específicas à celebração durante o reino de Vologases I (51-78).
Consta oficiamente no calendário turco desde 1995, mas já era celebrado por aqui bem antes disso. (fonte: wiki turca)
Atualmente, o Noruz é celebrado em muitos países que foram parte dos antigos império iranianos ou sofreram sua influência. A saudação usual de ano novo é Noruz Mubarak (Feliz ano-novo). Na Turquia, diz-se Nevruz mübarek olsun.
Para saber mais, além da wikipedia sugiro estes dois blogs:
http://inlovewithturkey.blogspot.com.tr/2012/04/participando-de-um-nevruz-bayrami.html
http://agendaallaturca.blogspot.com.tr/2007/03/festival-da-primavera-nevruz-bayram.html
Acesso ao Twitter bloqueado - pra quem está na Turquia
Aviso aos navegantes: se você está na Turquia não vai conseguir acessar sua conta do Twitter.
terça-feira, 18 de março de 2014
Quer conhecer o jogador de futebol Roberto Carlos ? Concorra !
Pelo que eu li necessariamente você não precisa comprar um Dacia pra receber o tal código e concorrer ... mas tem que perguntar sobre o veículo, tá lá nas condições que eles fornecerão o código apenas para clientes interessados no veículo.
http://www.robertocarloslatanis.com/
Serão sorteadas 3 pessoas.
Pra quem quiser tentar, procure uma loja pertinho de você.
http://www.robertocarloslatanis.com/
Serão sorteadas 3 pessoas.
Pra quem quiser tentar, procure uma loja pertinho de você.
Turcos-cretenses, ou "Gritiler". Você ainda acha que turco é tudo igual? Leia esse post
Olá pessoal,
Falar que turco é tudo igual é o mesmo que dizer que um índio Yanomami, um baiano de Salvador, um gaúcho da fronteira e um paulista são tudo a mesma coisa. Sim, todos eles são brasileiros mas com cultura e costumes próprios. Na essência temos em comum o RG verdinho e a nacionalidade, mas somos diferentes em uma série de pontos.
E com os turcos não poderia ser diferente. Na essência eles têm uma série de valores em comum, mas nem todos são iguais.
Se até aqui o post foi "óbvio e ululante pra você", ótimo. Isso mostra que você não está no grupo dos pessimistas que ao invés de lançar um olhar mais critico já vai logo rotulando: "turcos são todos iguais!"
O meu por exemplo detesta berinjela e abobrinha (o que é uma aberração para um turco, cuja culinária tem como base de pratos importantes esses dois vegetais). Ah, e ele detesta chá turco também ...
Ainda acha que são todos iguais?
Tempos atrás ouvi uns desaforos de uma senhora que mora há 9, 10 anos pelas bandas de cá. A conversa não durou mais do que 5 minutos - nem dava!
Foi taxativa ao rotular os turcos, e nem me permitiu abrir a boca. Bem, o argumento dela foi de "que eu cheguei aqui ontem e não vi nada ainda." Tipo, eu não sabia de nada.
Bem, caso a senhora em questão esteja lendo esse post, eu não fico trancada em casa, eu vou pras ruas e interajo com os locais, leio muito em turco e assisto TV em turco também. Com eles eu debato sobre política e futebol, conversamos sobre tudo e os desafetos que tenho são mais entre os conterrâneos do que da comunidade turca (não estou puxando sardinha pra esse ou aquele, apenas relatando minha experiência pessoal).
Aprendo muito com eles. E só pra constar, Sra "Dona da Verdade": minha sogra tinha o status de estrangeira em sua infância, e foi bem discriminada pelos vizinhos que a chamavam de "infiel" (por conta da religião, apesar dela ser muçulmana, mas por ser de origem grega os demais presupunham que ela fosse cristã). Ela me conta que foi bem difícil para ela, que era apenas uma criança de 7 anos de idade, passar por essas coisas sem entender o porquê.
E, graças a Deus, por ela ter sentido isso na pele me ajudou muito em meu processo de adaptação aqui.
Bem, nem todas as sogras são iguais também ...
Esse post é apenas um de uma série que pretendo publicar aqui, Os turcos da Turquia.
E gostaria de começar pelos "turcos-cretenses" porque meu marido faz parte desse grupo. Aliás ele, assim como minha sogra tem mais cara de gregos do que turcos ...
Fonte: Wikipédia
Algumas curiosidades acerca dos turcos cretenses:
* "Um dia um fazendeiro estava na varanda de sua propriedade quando chega seu empregado, alvoroçado dizendo que cabras haviam invadido a propriedade. O fazendeiro não se abalou.
Minutos depois chega outro empregado contando que turcos cretenses haviam invadido a propriedade. O homem num pulo apavorado correu pra resolver a situação."
A piada acima faz alusão à fama dos turcos cretenses em consumidores de tudo o que for verde. Em turco, o termo "ot" abrange diversas algas e outros vegetais provenientes dos brejos e riachos ... Sim, minha gente ... isso é iguaria na culinária giritli. Basta ser verde, cozido e misturar com iogurte pra virar comida.
A base da alimentação turco-cretense é muito mais vegetariana do que carnívora.
* Existem diversas comunidades no facebook com o nome Giritler. Eles promovem encontros, trocam idéias e receitas. Às vezes se reunem para degustar "saliangos" (podemos chamar de escargot ...), isso mesmo, lesmas - coisa que turcos-muçulmanos convencionais não comem de jeito nenhum.
* Aqui segue um vídeo, onde o autor de um livro com receitas da culinária cretense é entrevistado. "A Cozinha Cretense é o segredo de uma vida longa."
O vídeo é em turco, em breve vou aprender como inserir legenda.
http://www.youtube.com/watch?v=DnMbfOCuI24
Falar que turco é tudo igual é o mesmo que dizer que um índio Yanomami, um baiano de Salvador, um gaúcho da fronteira e um paulista são tudo a mesma coisa. Sim, todos eles são brasileiros mas com cultura e costumes próprios. Na essência temos em comum o RG verdinho e a nacionalidade, mas somos diferentes em uma série de pontos.
E com os turcos não poderia ser diferente. Na essência eles têm uma série de valores em comum, mas nem todos são iguais.
Se até aqui o post foi "óbvio e ululante pra você", ótimo. Isso mostra que você não está no grupo dos pessimistas que ao invés de lançar um olhar mais critico já vai logo rotulando: "turcos são todos iguais!"
O meu por exemplo detesta berinjela e abobrinha (o que é uma aberração para um turco, cuja culinária tem como base de pratos importantes esses dois vegetais). Ah, e ele detesta chá turco também ...
Ainda acha que são todos iguais?
Tempos atrás ouvi uns desaforos de uma senhora que mora há 9, 10 anos pelas bandas de cá. A conversa não durou mais do que 5 minutos - nem dava!
Foi taxativa ao rotular os turcos, e nem me permitiu abrir a boca. Bem, o argumento dela foi de "que eu cheguei aqui ontem e não vi nada ainda." Tipo, eu não sabia de nada.
Bem, caso a senhora em questão esteja lendo esse post, eu não fico trancada em casa, eu vou pras ruas e interajo com os locais, leio muito em turco e assisto TV em turco também. Com eles eu debato sobre política e futebol, conversamos sobre tudo e os desafetos que tenho são mais entre os conterrâneos do que da comunidade turca (não estou puxando sardinha pra esse ou aquele, apenas relatando minha experiência pessoal).
Aprendo muito com eles. E só pra constar, Sra "Dona da Verdade": minha sogra tinha o status de estrangeira em sua infância, e foi bem discriminada pelos vizinhos que a chamavam de "infiel" (por conta da religião, apesar dela ser muçulmana, mas por ser de origem grega os demais presupunham que ela fosse cristã). Ela me conta que foi bem difícil para ela, que era apenas uma criança de 7 anos de idade, passar por essas coisas sem entender o porquê.
E, graças a Deus, por ela ter sentido isso na pele me ajudou muito em meu processo de adaptação aqui.
Bem, nem todas as sogras são iguais também ...
Esse post é apenas um de uma série que pretendo publicar aqui, Os turcos da Turquia.
E gostaria de começar pelos "turcos-cretenses" porque meu marido faz parte desse grupo. Aliás ele, assim como minha sogra tem mais cara de gregos do que turcos ...
Meu marido Mustafa. Pra mim ele tem mais cara de grego do que turco...
Meus sogros.
E quem são os turcos cretenses ?
Os turcos cretenses (em turco: Giritli, Girit Türkleri ou Türk Giritliler), turco-cretenses (em grego: Τουρκοκρητικοί, transl. Tourkokritikoí) ou cretenses muçulmanos é o nome pelo qual são designados os habitantes muçulmanos de Creta, que viveram na ilha até 1923, e seus descendentes, que vivem na Turquia.
Após a conquista otomana de Creta (1645-1669), a colonização turca e uma alta taxa de conversões para o islamismo fizeram da ilha um caso único na história otomana. Certas fontes optam por utilizar o nome 'muçulmanos cretenses' para contabilizar também com uma parcela da população que teria se convertido ao cristianismo no decorrer do século XIX, bem como a presença de mais de 10.000 muçulmanos falantes do grego que vivem na Síria e no Líbano, que não se identificam como turcos, mas como gregos.
Foram forçados a abandonar Creta e emigrar, em sua maioria, para a Turquia, em ondas sucessivas no decorrer do século XIX, durante ou depois dos eventos de 1897, no início do domínio grego sobre a ilha, em 1908 e especialmente durante as conjunturas do acordo de 1923 para a troca de populações entre a Grécia e a Turquia. Diversos turcos cretenses conseguiram chegar a posições de destaque no Império Otomano e, posteriormente, na República da Turquia, assimilando completamente tanto a cultura quanto o idioma turcos. No contexto multilíngue da Creta otomana, muitos também falavam o dialeto grego cretense (κρητικά, kritika).
Na Turquia, estabeleceram-se ao longo do litoral que vai de Çanakkale a İskenderun; ondas subsequentes os levaram a cidades sírias como Damasco, Alepo e Al-Hamidiyah, a Trípoli, no Líbano, Haifa, em Israel, e até mesmo a Alexandria e Tanta, no Egito. Enquanto algumas destas populações se integraram às populações que lhes receberam no decorrer do século XX, boa parte ainda vive em comunidades fortemente unidas, que preservam sua cultura e tradições exclusivas, bem como o turco e o dialeto grego cretense, e muitas vezes mantêm contato com os parentes que se estabeleceram em outras localidades.
Entre 1821 e 1828, durante a guerra de independência grega, a ilha foi palco de diversos confrontos entre as populações. A maior parte dos muçulmanos deslocou-se para as grandes cidades fortificadas da costa norte da ilha, e a população da ilha foi drasticamente reduzida por estes conflitos, somados a epidemias e à fome. Na década de 1830, Creta não passava de uma ilha empobrecida e atrasada.
Religião
Embora a maior parte dos turcos cretenses sejam muçulmanos sunitas, o islã praticado em Creta durante o período otomano foi profundamente influenciado pela ordem sufi bektashi, como também ocorreu em outras regiões dos Bálcãs. Esta influência foi muito além dos números de praticantes do bektashismo na ilha, mas também influenciou a forma literária da região, as variantes populares do islã e toda uma tradição de tolerância religiosa.
Cultura turco-cretense na Turquia
Diversas nuances podem ser observadas entre as ondas de imigrações de Creta, e seus respectivos padrões comportamentais. No fim do século XIX os turcos frequentemente tiveram de fugir de perseguições e massacres, procurando refúgio no atual território da Turquia, ou até mesmo além (Al-Hamidiyah). Durante a década de 1910, com o fim do Estado Cretense - que havia concedido à comunidade muçulmana da ilha um reconhecimento apropriado - muitos outros fugiram. A Guerra Greco-Turca e a subsequente troca populacional foi a derradeira entre as principais causas que ajudaram a compor estas nuances.
Entre as contribuições feitas pelos turcos cretenses à cultura turca em geral, são dignas de menção as tradições culinárias peculiares, baseadas no alto consumo de azeite e numa gama surpreendente de ervas e outros materiais crus de origem vegetal. Embora evidentemente tais alimentos não tenham sido introduzidos aos seus compatriotas por eles, os turcos cretenses expandiram enormemente o conhecimento em torno destes produtos e ampliaram o seu uso. A predileção por ervas, algumas das quais podem até mesmo serem consideradas incomuns, também se tornaram alvo de algumas piadas. A cadeia de restaurantes Giritli ("Cretense"), em Istambul, Ancara e Bodrum, e os restaurantes Girit Mutfağı ("Cozinha Cretense"), de Ayşe Ün, indicam referências a este respeito. Houve alguma falta de cuidado da parte das autoridades, nos primeiros anos da República Turca, ao não acomodar os turcos cretenses em locais onde se encontravam os vinhedos deixados pelos gregos que haviam partido, já que este capital acabou se perdendo, na mão de agricultores sem o conhecimento anterior da vinicultura. No campo das indústrias marítimas, o pioneiro na construção das embarcações gulet, que acabou por se tornar uma indústria fortíssima na Bodrum moderna, Ziya Güvendiren, era um turco cretense, da mesma maneira que muitos dos seus antigos aprendizes, que acabaram por se tornarem eles próprios construtores de sucesso, sediados nas Bodrum e Güllük de hoje em dia.
Fonte: Wikipédia
Algumas curiosidades acerca dos turcos cretenses:
* "Um dia um fazendeiro estava na varanda de sua propriedade quando chega seu empregado, alvoroçado dizendo que cabras haviam invadido a propriedade. O fazendeiro não se abalou.
Minutos depois chega outro empregado contando que turcos cretenses haviam invadido a propriedade. O homem num pulo apavorado correu pra resolver a situação."
A piada acima faz alusão à fama dos turcos cretenses em consumidores de tudo o que for verde. Em turco, o termo "ot" abrange diversas algas e outros vegetais provenientes dos brejos e riachos ... Sim, minha gente ... isso é iguaria na culinária giritli. Basta ser verde, cozido e misturar com iogurte pra virar comida.
A base da alimentação turco-cretense é muito mais vegetariana do que carnívora.
* Existem diversas comunidades no facebook com o nome Giritler. Eles promovem encontros, trocam idéias e receitas. Às vezes se reunem para degustar "saliangos" (podemos chamar de escargot ...), isso mesmo, lesmas - coisa que turcos-muçulmanos convencionais não comem de jeito nenhum.
* Aqui segue um vídeo, onde o autor de um livro com receitas da culinária cretense é entrevistado. "A Cozinha Cretense é o segredo de uma vida longa."
O vídeo é em turco, em breve vou aprender como inserir legenda.
http://www.youtube.com/watch?v=DnMbfOCuI24
segunda-feira, 17 de março de 2014
Não é uma joalheira, é uma NOİVA !
Em alguns casos se casar com um turco é quase como ganhar na loteria ... literalmente.
A noiva recebeu tanto ouro - 9.5 kilos de puro ouro reluzente. Fora os dólares ... Totalizando 1 milhão em Liras turcas
Dá só uma olhada:
http://tvarsivi.com/player.php?y=304&z=2014-03-17%2009:42:00
Me pergunto se a mesma prática daria certo no Brasil ...
O Brasil na telinha turca: mulher descobre que o marido pulou a cerca e desce o pau .... no carro dele !
Você é brasileira e casada com um turco? Mostra esse vídeo pra ele ficar ligeiro.
(Eu tô só esperando o meu marido chegar em casa pra mostrar, se bem que ele já conhece a onça com quem se casou kkkkkk)
http://tvarsivi.com/player.php?y=304&z=2014-03-17%2009:39:00
(Fena İntikam)
(Eu tô só esperando o meu marido chegar em casa pra mostrar, se bem que ele já conhece a onça com quem se casou kkkkkk)
http://tvarsivi.com/player.php?y=304&z=2014-03-17%2009:39:00
(Fena İntikam)
sábado, 15 de março de 2014
Acelga ou couve ?
Confesso que nunca fiz feira, no máximo ia com meu velho pai pra ajudá-lo a levar o carrinho e a comer pastel com caldo de cana no final. As verduras eu só via prontas mesmo. Morei com meus pais por longos anos, e mesmo depois quando morei sozinha por um curto período em outra cidade lembro que consumia sempre as mesmas verduras, ia somente no que eu já conhecia, no que era mais fácil ..
Pode atirar pedra, eu não sou a única nessa situação. Esse post é pra aqueles, que assim como eu não são familiarizadas com os hortifruti. Se não for o seu caso, se você já conhece tudo e tá aí tirando sarro de mim nem precisa ler esse post.
Mas vamos ao assunto: couve ou acelga? Ok, a diferença entre as duas é bem óbvia, mas aqui algumas verduras tem um formato um pouco diferente.
Se você consultar o pai google, ele vai traduzir acelga como pazı. Agora no caso da couve, ele vai retornar com "lahana" que é o mesmo nome que o repolho leva (faz sentido, né?) alguns chamam inclusive de repolho branco e o outro...repolho do vilarejo (o köyü lahanası - este nome não está no dicionário eu comprei do aldeão aqui de onde eu moro....)
Eu estava cozinhando a acelga como se fosse couve e tava comendo feliz da vida. Até comprei um pé pra comer feijoada junto com uma amiga. Mas dias atrás quando o Salim me mostrou esse novo vegetal (pra mim era inédito) dae eu entendi tudo.
Então, anote no seu caderninho:
Köy Lahanası - Couve (Brassica silvestres)
Pazı - Acelga - (Beta vulgaris)
Couve não dá o ano todo, agora que é a época :)
Pode atirar pedra, eu não sou a única nessa situação. Esse post é pra aqueles, que assim como eu não são familiarizadas com os hortifruti. Se não for o seu caso, se você já conhece tudo e tá aí tirando sarro de mim nem precisa ler esse post.
Mas vamos ao assunto: couve ou acelga? Ok, a diferença entre as duas é bem óbvia, mas aqui algumas verduras tem um formato um pouco diferente.
Se você consultar o pai google, ele vai traduzir acelga como pazı. Agora no caso da couve, ele vai retornar com "lahana" que é o mesmo nome que o repolho leva (faz sentido, né?) alguns chamam inclusive de repolho branco e o outro...repolho do vilarejo (o köyü lahanası - este nome não está no dicionário eu comprei do aldeão aqui de onde eu moro....)
Eu estava cozinhando a acelga como se fosse couve e tava comendo feliz da vida. Até comprei um pé pra comer feijoada junto com uma amiga. Mas dias atrás quando o Salim me mostrou esse novo vegetal (pra mim era inédito) dae eu entendi tudo.
Então, anote no seu caderninho:
Köy Lahanası - Couve (Brassica silvestres)
Pazı - Acelga - (Beta vulgaris)
Couve não dá o ano todo, agora que é a época :)
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